domingo, 5 de novembro de 2006

a título de despedida

Lisboa- rua do Alecrim


Lisboa- Chiado à noite












Lisboa- O Tejo e a chuva













respirar a cidade

respiro a cidade
com a força de quem não a quer deixar fugir,
a intenção firme de trazê-la
um pouco mais para mim.

não a perder,
tê-la sob a pele.
a luz, o espetáculo do rio,
os telhados
numa alegoria da vida
que percorre as ruas e os sorrisos,
as casas e a melancolia.

respiro a cidade

- o país -
com a determinação de manter a memória
viva, a cidade pulsando
no meu corpo,
os rostos dos amigos brilhando
na noite, as garrafas de vinho
e as palavras ouvidas nos dias.
nos dias o sol e a chuva
a produzirem novas cores.

respiro a cidade
antes de deixá-la,
levo-a comigo.

silvia chueire

Um comentário:

jcb disse...

[3ª tentativa de comentário:] Sim: as cidades de que gostámos, ou imaginámos gostar, é assim que devem ser guardadas: sob a pele.

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