sao conrado at dawn IN THE MEADOW"

Se os dias, as palavras, os afetos a subirem-me pela face forem generosos e o meu olhar agudo,talvez escreva um poema, um conto. Por ora são anotações esparsas. In the meadow. Ao som do mar.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não sei





Há pessoas que têm as mãos cheias de poemas

e os cabelos e a alma.

- Bordam o dia com os versos mais inesperados –

 

Não sei de onde me surgem as palavras

ou o que fazer com elas.

Arranjá-las em meio à angústia

com o dia a bater-me na face.
Não sei.

 

Silvia Chueire


escrito por Silvia Chueire

|



5 Comments:




Anonymous Ramiro Conceição said...

A DOR QUE MÓI
by Ramiro Conceição

.
Se escondeu
o que não se devia
e se feriu, dia a dia.
Foi aos poucos
que tampouco
a cor da dor ficou.
Só a indiferença, que fere
porque não interfere, ficou.
.
Agora o que fazer com o amor, bordado à chama,
que do lado desocupado da cama à noite clama?
.
O fim… é desvencilhar-se
da dor que mói não se sabe onde,
que zumbe… parecendo pouco,
mas que ensurdece e deixa louco.
É um batuque a bater… no centro,
um triste-alegre ao mesmo tempo.
.
Nunca mais
a menina,
o menino.
.
Nunca mais
aquelas cores,
aquelas palavras.
.
Nunca mais
aquelas flores,
aquela estrada.
.
Nunca mais.

.
PS.: um abraço, Silvia.







15/12/12 18:23  



Anonymous Anônimo said...

UM SUCO

agora que conseguiu ter
seus comentários
por conta
de
ninguém
vem comigo amiga
construir quem seja eu
e você
assim um par
de jarras com flores
apanhadas de fresco bem
na hora de tomar
um suco?

Beijos

5/5/13 11:12  



Anonymous Anônimo said...

Quem me dera não saber assim...
Manoel Carlos

6/8/13 03:24  



Anonymous Anônimo said...

A viúva negra também não sabe como tece sua teia. :-)
Manoel Carlos

15/8/13 01:31  



Blogger Elpidio said...

tanto tempo e nenhum comentário...
e é tão bonito. Já muitos dias bateram-lhe e nem mais uma palavra.

Elpidio

13/11/13 01:36  



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