domingo, 9 de dezembro de 2007

Contextualizar


O poema é aleatório e chama.

Não sei porque chama,
porque arde,
nem como as palavras nascem
na cabeça e nas mãos
que se apressam a segui-la.
Nem como se organizam
as pequenas habitações do olhar,
palpitando sonoras,
vivas,
a me empurrarem para ele.
Não sei o modo do som
a me tomar a voz.

Só sei o relâmpago
a encher as folhas de palavras.
A paixão.


Silvia Chueire



Um comentário:

Anônimo disse...

Fantástico!

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