sao conrado at dawn IN THE MEADOW"

Se os dias, as palavras, os afetos a subirem-me pela face forem generosos e o meu olhar agudo,talvez escreva um poema, um conto. Por ora são anotações esparsas. In the meadow. Ao som do mar.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007


um dia


um dia o corpo acende os olhos
e tudo aconteceu
não viu Ipanema aos domingos
e o samba na Lapa

um dia o corpo acorda
acendido por uns olhos
ou pelo mar
e acha graça em si mesmo

um dia o corpo ri desatado
na plenitude de o ser
porque o tempo é uma invenção
da qual ninguém escapa

mas tomamos a vida nas mãos
e a bebemos



silvia chueire

escrito por Silvia Chueire

|



3 Comments:




Blogger Linhas do desassossego said...

gostei da tua poética.
ela flutua!!!

29/12/07 12:59  



Anonymous Ane Aguirre said...

Gosto disso.
Acender os olhos. Tomar a vida nas mãos e bebê-la.

O tempo. Quanto é curto? Quanto é longo? Medimos sem exatidão por ser ele de risos ou de dor. O tempo que não sentimos é o tempo que não contamos. E aí são as brancas nuvens. Mas aqui tem um tempo de vida que é vermelho. Essa é uma medida de intensidade e é dela que eu gosto mais.

Beijo, Silvia!

(e o celular estava em lugar incerto e não sabido naquele momento... pra variar! sorry!)

30/12/07 20:29  



Blogger ferreira said...

Feliz ano 2008 com muita poesia.
Um abraço

31/12/07 17:20  



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