sábado, 2 de janeiro de 2010

Reveillon

Tenho os olhos mergulhados no céu
e flutuando pelo champanhe recém aberto;
Paco de Lucia dedilha Río de La Miel
e o poema vai tomando seu lugar entre os meus dedos.

Entre os meus dedos e a tela e a palavra e o desejo.

Lá fora o frisson dos fogos de artifício,
a ansiedade, a festa arrebatam a cidade.

Aqui a guitarra, castanholas
e a mulher a colher umas palavras.


Silvia Chueire

Um comentário:

fc disse...

QUENTE (O) ENTE

o coração toca o corpo
enquanto te leio
do sangue

circulando aqui
nos dedos

o quente das palavras
Assim

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