
tua boca
tua boca é o meu sonho
a caminhar, passos lépidos
pelo meu corpo.
é o teu desejo ,
o meu desejo, chuva miúda
a chover pelo meu ventre abaixo.
silvia chueire
Se os dias, as palavras, os afetos a subirem-me pela face forem generosos e o meu olhar agudo,talvez escreva um poema, um conto. Por ora são anotações esparsas. In the meadow. Ao som do mar.




Morrer
Diz-me ó sol impiedoso,
como se entrega a vida à terra?
Diz-me em que rosas dormem espinhos
e não ferem.
Como uma mulher eleva a voz
e se rebela,
em meio aos corpos que sangram,
e ergue os punhos
e vocifera
e amaldiçoa a guerra que os leva?
Diz-me
como sou capaz de morrer tantas vezes
e ainda não morrer como devia?
Silvia Chueire







Sábados Há sábados que são uma gargalhada, uma exaltação do corpo, dos afetos. Há sábados a voar por aí que nos pertencem de...