
insanidade
lembro-me da tua insanidade
teus olhos cristalizados,
tuas mãos em garra.
não se esquece a ira a golpear-nos
com palavras,
ou o dia fraturado pela voz,
elevada à potência n.
a escorrer-te pela face,
pelos gestos,
o desprezo.
teu desprezo
pelo humano
a desvelar o caráter do homem.
tu a apoderares-te dos outros,
a usá-los,
meros objetos a passarem-te pela vida.
lembro-me do mal
infiltrado nas tuas palavras
habitando com elas
as mãos dadas com os dias.
lembro-me.
é preciso não esquecer
os dias negros.
é preciso não esquecer a loucura.
silvia chueire
Um comentário:
visite que vai gostar
http://dolugardemim.blogspot.com
eu adorei.
Gostei muito, muito do seu blog.
Tornarei aqui.
Bom fim de tarde
Francisco
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