ao longo do sol que se põe.
A sedução das perguntas,
da beleza.
A canção oculta entre palavras
pensamentos.
Dispersa pelo mundo.
A poesia dos dias
a salvar-me a sanidade.
Se os dias, as palavras, os afetos a subirem-me pela face forem generosos e o meu olhar agudo,talvez escreva um poema, um conto. Por ora são anotações esparsas. In the meadow. Ao som do mar.
Abre o dia um cantar de pássaros.
O sol acende as nuvens
encostadas à rocha que vejo da varanda.
Suspeito que não sabes do que escrevo,
não somos mais um mesmo olhar para as coisas.
Entre fosco das nuvens e as paredes de pedra
há um mínimo espaço para respiração.
Se algo sobrevive neste espaço,
há de ser inseto ou angústia.
Silvia Chueire
Sábados Há sábados que são uma gargalhada, uma exaltação do corpo, dos afetos. Há sábados a voar por aí que nos pertencem de...