
todo dia - II
todo dia ele me acordaria
entre as brumas
dos lençóis
e a maciez dos olhos.
diria o poema essencial
inesperado e rouco :
amo-te
silvia chueire
presa
tenho presa a palavra
na memória
de uma geografia que não se desfaz.
tudo me aponta uma saída:
o desdobrar do corpo
sobre si próprio,
a invenção de uma gramática,
os passos na direção do horizonte.
mas minha voz não se move,
cada vocábulo se perde
num oceno de afeto.
o poema é sempre o mesmo:
-amo-te-
silvia chueire
Um comentário:
cara silvia,
agradeço sua visita de hoje
não se preocupe, não tem do quê desculpar-se, essas coisas são mesmo assim
beijinhos
alice
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